Já Era!
 


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wSegunda-feira, Março 31, 2003





"Ah, se o mundo fosse assim...Ah, se todas as celas fossem cheias, que o riso fosse a tinta em todas as penas
e que riscassem com a insanidade natural daqueles que nunca escrevem os porquês da vida. Uma linda mulher, os
prazeres mais táteis, um lago parado um pôr do Sol em cores quentes, de aquarela para Óleo. Não se busca
um sentido para as coisas, pois dai perde-se tempo. Tempo de vivê-las. Lamentam-se os que não honraram o
que fizerem, estes choram por uma segunda chance. Os outros não tem tempo para isto, acumulam em seu corpo
espinhos e chagas, que marcam os fatos e os atentam para os próximos, mas nunca os intimidam. Morrer? Não, não tenho tempo..."



Quanto à mudança tudo correu bem. Isso não quer dizer que foi moleza, mas me orgulho da organização. Nada quebrou na mudança e achei muita coisa perdida. Mas o principal foi uns escritos feito pelo meu Pai em 1976. São poemas, trechos de alguns livros que ele admirava e, é claro, muito repente. Tudo batido a máquina de datilografar. O Papel está amarelado, mas as ideias ah, Branquíssimas. Um verdadeiro tesouro que aos poucos vou repassar aqui. O domingo foi para organizar o mundo de caixas que estava espalhado pela nova moradia, coloquei nome em tudo, mas não adianta, em algum momento você se enrola para organizar. Jantamos todos juntos, segurando prato na mão, sentado no chão ouvindo o único CD encontrado até o momento (Graças a Deus era meu). Meu irmão ficou maravilhado pois enfim devolvi sua coleção do OASIS completa que estava comigo, creio que fiquei com ela muito tempo pois o comentário dele foi: "É a minha???? Eu pensei que tinha perdido..." Estar do lado dele agora é um tonificante para mim, muitas vezes pego ele dizendo sem querer: "Cara ainda não me dei conta que tu tá aqui do lado..." E isso para a personalidade fechadona dele é tudo. Eu sei que este caldeirão onde sogras , tias, primos, irmãos das duas partes pode vir a criar um Étna. Mas eu arrisco pela possibilidade contrária e também porque o risco e o perigo sempre me atrairam. Louco eu?
Madilson aniversariou ontem, não tive como entrar em contato, estava sem internet, o celular do escroto desligado e até agora não sei em que buraco de Brasília ele se encontra. Mas hoje ele que me presentiou. Mandou um E-mail. Eu não sei se ele gostaria que eu colocasse aqui...Mas...com certeza me perdoaria.

"Grande Brou,

Li de uma só vez praticamente tudo que tu escreveu no
Blong no mês de fevereiro e março. Fiquei feliz e
emocionado com tudo, principalmente com as partes que
tiveram a ver comigo e que são rochas à prova da
intempérie do tempo. Isso é eterno!!!
Vou procurar acompanhar sempre esse lance. Ele diz
muito... Mas não deixe de escrever pessoalmente, tá
ligado??!! Nossas cartas podem demorar, mas não podem
faltar.
Por aqui tudo beleza, só o cansaço normal do lance. Mas
três meses passam logo, já estamos chegando na metade. O
que você escreveu la no blong (ou é blog, sei lá)e que
dizia que um dia eu leria... pois é, já li cara. Valeu,
irmão.
P.A, Recife, Campina Grande, Aracaju, Laranjeiras, O
MUNDO, nos espera. Logo faremos tudo de novo!!!!!
Té mais irmão!!! Logo que eu voltar de Brasília, darei
um jeito da gente se encontrar!!! Vai ser perfeito, como
sempre foi. Prepara a mente, o coração, eo fígado!!
(hahahahahahahahahah!!!!!)"


Este é seu estilo, poucas palavras, so as necessárias. Grande abraço cara. So me responde uma coisa (pode responder onde quiser) você já comentou neste Blog? Apenas sim ou não, caso não queira se identificar.


______________Postado por Louco às 3/31/2003 10:01:46 PM


wSexta-feira, Março 28, 2003





Ok pessoal, este sou eu hoje. Um miguelito!



Sabe, eu tenho um contador de acessos neste BLOG, alguns dias eu dava uma olhada e via 40 acessos, 23 acessos e me perguntava: Pôrra cadê esse povo que não comenta? Hoje tive a resposta. E até me assustei. Mas foi um bom susto. No momento estou sem tempo pois terei que sair do trabalho logo. Mas prometo que comentarei todos os lances. Minha tia já voltou para a Bahia (massa) está bem. Digníssima está melhor também, na medida do possível. Não quero falar sobre isto e outras coisas; não por não ser devido, mas porque como é um assunto que diz respeito a outras pessoas e estas não estariam de acordo. Eu tenho que respeitar. Mas o importante é que o barco tá rolando e eu vou aproveitar somente os ventos a favor. Não estou acessando mais internet da minha residencia, afinal a grande mudança é amanhã, meus parentes apelidaram de "Sabadaço da mudança" e estão mais animados do que eu próprio. Mudança para mim faz bem, mas dá um trabalho....Este será meu sábado. Não sei quando colocarão linha telefônica neste novo endereço. Mas creio que seja em breve. Domingo será o dia em que vão invadir minha praia, serão momentos turbulentos. Mas vai ficar tudo em família, e quer saber de mais? Ninguém mais que eu precisa deste vandevu, quero mais é que furducem muito e me façam rir, pois faz tempo que não o faço.
MEUS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS A TODOS. Sei que alguns não apareceram mas sei que sentem o mesmo. OBRIGADO e bola pra frente. Até segunda.
Ok, vou comentar, tenho 5 minutos.

Loirinha, Pô...Sem palavras, vou entrar em contato pois quando o fizer quero estar mais calmo. Mas, acredite não se preocupe.
O Cara: Meu ficar triste não é minha praia. Mas não sou tão louco asssim de nunca ficar.
A Pilantra: Estava sério até ler seu comentário. Você me fez dar uma gargalhada, mas uma gargalhada muito gostosa menina. OBRIGADO.
Walquiria: Usei minha magia.
Manoel: Sábias palavras. Eu também sempre comentei sobre meus limites. Acredite, descobri que não os conhecia.
Luz: Podes crer, Uma colega minha dizia isso também. (Será que é você?)
Flávio cabeção: Ôrra mêr mão, já tô melhor!
Liz: Vô mandar e-mail. Wait.
Q: Duvido que seja você, prove!
Palhaço chocolate: Com certeza alguém conhecido, EU ODEIO ESTA MÚSICA. OBS você sumiu com 2 patos, quando eles vão passear so some um! Cadê o outro?
Das Brenhas: Olha eu aqui.
Mister M: Era quem tava faltando ah,ah. Brother, estou de mudança e o celular novo eu vou te enviar.
Puto: Vá você brou!
E por favor não precisa chamar o palhaço carequinha. Um abraço. Tchau.



______________Postado por Louco às 3/28/2003 10:26:52 PM


wQuinta-feira, Março 27, 2003





A grande algarobeira!




Notícia ruim nunca é legal. Mas existem e acontecem. Duas pessoas da minha famíllia não estão legal de saúde. Minha tia da Bahia e a digníssima, vim saber o resultado de uns exames ontem (26.03.03). Não sou muito de resar, mas sou de pensar no bem das coisas. E é o que estou fazendo. Também procuro fazer com que isto não influa no meu dia a dia pois sou movido a humor e bem estar. Mas venho sentindo que é difícil. Não ter tempo já é meu jargão e também a frase que mais falo, seja ao telefone, por e-mail ou pessoalmente. Mas hoje vejo que esta falta de tempo interfere na maneria com que eu trate as coisas. Antes eu telefonava para alguém e ia para um lugar tomar uma e alimentar a lama. Saia de lá lavado. Hoje não tem como fazer isso. É enfrentar o babado com aquilo que aprendi com os amigos. Talvês agora eu sinta o que o MAD sentiu e assim sendo deixou de entrar em contato. E vejo que so agora compreendo sua razão. Bem escroto, se tá valendo por favor aceite minhas desculpas. E tomara que um dia chegue a lêr.


______________Postado por Louco às 3/27/2003 12:01:05 AM


wQuarta-feira, Março 26, 2003





Da Série 'O fundo do Baú' vai uma foto de quando eu estudava no Adozindo. Aqui no teatro apresentando as profissões Eu estava de caminhoneiro, o detalhe é que eu estava com um boné do Fluminense. Se o Mad vê isso....Vai zonar com minha cara...



Uma tira do desenhista Laerte da série (Los 3 amigos) Os serviços 24 horas da cidade de Marisales.


O tipo de foto que gosto, do cotidiano e que conta uma história, você olha a foto e percebe os sentimentos nela.




Tirei o dia para fazer uma revisão em meu livro Algarobeira. Peguei antigos manunscritos, antigos capítulos, rascunhos de estudos, de livros, xerox, até dei uma olhada nas fotos que digitalizei. Desde de 1989 foi muita coisa adiquirida e muita gente me ajudou. Os 4 capítulos que fiz teve o acompanhamento de uma amiga minha (Katia), ele deu uma de crítica e estudou os escritos, hora me incentivando e hora dando opniões. Esta é a história mais recente do Livro. Mas muita coisa aconteceu desde 1989, e uma das passagens mais importantes foi de meu reecontro com o passado. Em 2000 em voltei a minha terra natal acompanhado de Mad. Estávamos de viagem pelo Nordeste e fomos a P.A. com uma missão (Além da diversão) era de simplesmente ir ao local onde cresceu a grande Algarobeira do livro. Adentramos na mata onde eu tinha pisado ha quase vinte anos atrás, pelas mesmas trilhas. Revivi muita coisa, mas constatei que eu já era um bicho urbano, me sentia fora de meu habitat, mosquitos, calor, mato, urtiga, era um suplicio, eu tinha me civilizado. Mas isto não impediu nossa "missão" pela tarde conseguimos chegar às casa da fazenda, mas como estávamos nos fundos não sabíamos que número era. Teria que ser a 295 (onde morei) fizemos de tudo para chamar a atenção de uma senhora que estava distante, mas ela não ouviu e a mata era densa. Voltamos. Mas fiquei com a dúvida na cabeça. Aquela fosse a casa certa, a algarobeira não existia mais, tivera sido derrubada ou simplesmente morreu. Dai entra em ação mais duas amigas minhas (Fabiana e Patricia) elas compraram a briga e correram para tirar minha dúvida, simplesmente foram na Fazenda (Chesf) e sairam pelas ruas, perguntando pela vizinhança (Elas são muito tímidas) e conseguiram o número da casa que eu e Mad estávamos no dia da busca. E sendo assim tive a certeza de que estávamos no local certo. E que a grande algarobeira não mais existia. Eu tinha em mente que isso poderia acontecer, dela não mais existir. No entanto quando estávamos próximos do local, avistei uma grande algarobeira ao longe, ela se destacava de todas as árvores, bati uma foto dela. So quando cheguei perto é que vi que não era ela. Mas é quase como se fosse. Senti uma emoção enorme ao avista-la, muita coisa revivi naquele momento, e a gritaria dos meninos pelas trilhas da mata se fizeram ouvir. É uma sensação singular. Amanhã coloco esta foto aqui no BLOG. Da suposta grande Algarobeira. E agradeço aqui a todos que me ajudaram (São muitos).



______________Postado por Louco às 3/26/2003 12:01:34 AM


wSegunda-feira, Março 24, 2003





Cartaz de protesto do Greenpeace. Achei legal porque chama a gente para atentar
o perigo da falta de cuidado com o meio ambiente colocando seres humanos nas situaçoes
dos animais.


Esta animacao em Flash é um protesto à guerra detonando o Bush. Não estou tomando
nenhum partido, mas é que ainda não achei um contra o Sadan (rs). Ok, não vou com o Bush mesmo.

http://ericblumrich.com/antiwar2.html


E para animar uma animacao em Flash bem pôrra louca, so podia ser japonesa.
Se você não entender nada do desenho, pelo menos a música é massa. (Come out and Play do Offspring)
Clique abaixo para o babado.

http://www.geocities.co.jp/MusicStar-Keyboard/2348/fumei/uwan.swf



Rapaz, vou falar so um pouquinho sobre guerra, pra mim é como o velho jogo de WAR. O Bush é o cara que tem mais pecinhas no tablado e o maior número de paises conquistados. Quando tinha alguém assim no jogo a gente respeitava, fingia ser amigo, ficava na nossa, so aguardando o momento dele vacilar e CRAU, asumia o lugar dele e tentava fazer o mesmo: Conseguir seu objetivo ou (para alguns) conquistar o mundo. Havia muita diplomacia no jogo, muitas alinças e tal. Mas a medida que o jogo ia correndo para o final, nâo tinha outra, era cada um garantindo o seu.
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Fim de semana bem família mesmo Domingão com almoço na casa de tia. Foi massa, minha tia da Bahia tava lá. So faltou mesmo um primo. Mesa cheia, cadeiras sobresalentes na sala. Altos papos das antigas e minha tia revela que possui fotos de meu avô quando servia na polícia (1928) Pô, quase pulo da cadeira. Seria muito legal para o meu livro Algarobeira. Ela falou que vai escanear e mandar pra mim. Quanto a minha tia fiz pedido da unica foto de Volgue que tenho notícia. Ela está de posse dela. Ficamos um bom tempo na sala colocando os assuntos em dia detonando umas Drafts perdidas da geladeira e sorvete de Creme com passas. Soube do roubo que meu irmão e o namorado de minha prima fizeram no carnaval. Adentraram o quarto do meu primo e Vapt. Lá se ia a garrafa de Black do primão. Eles compraram outra (R$ 150,00) mas nâo adiantou. A garrafa era presente e tinha um valor sentimental.
Resolvemos locar um filme, comprar comes e bebes e fazer a despedida de minha residência. Nem conseguimos bagunçar mais do que já estava. Meu lar é so caixa e papel no chão. Minhas primas já disseram que assim que eu for morar perto delas (Próxima semana) elas já sabem onde fazer farra. Beleza. Sinto falta de bagunça, quando acordava e ia vendo nos quartos quem estava em casa. Quando fazia lista de achados e perdidos. Acho que nem tenho mais idade para isso. Por falar em idade Todos da familia me informaram que eu estava ficando careca. Entao decidi, nesta semana máquina dois na minha cabeça!
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Pandora, manda o dicionário do teu dialeto!


______________Postado por Louco às 3/24/2003 11:53:02 PM


wSábado, Março 22, 2003





Festas na casa de Dercio, João Pessoa - PB- anos atrás. Bem, eu não tenho
a mínima ideia do que estava fazendo neste guarda-roupa, mas ganhei o
trofeu. É o que importa.



Meu Deus, o que me falta para virar um fungo? Quase nada. Se eu fosse fazer um diário (Se eu fosse, sem chances) era so copiar o dia de segunda e xerocar até sexta. Mas reclamar de quê? Estou com saúde, não estou no Iraque...Dane-se Reclamo sim. São das futilidades que nos lembraremos quando estivermos babando em uma cadeira de balanço. Sei disto porque era o que eu ouvia de meu avô. Pensa que ele falava dos títulos que ganhou na polícia (Ele caçava Lampião), ou que falava das "grandes amizades"influentes, nada disso. Falava das coisas mais simples. De uma cangaceira que conheceu num riacho, e que ainda casaria com ela se fosse viva (E se minha avó não aparecesse), do gosto da condessa (fruta) que embora pareca pinha não o é. Das noites que contava estrelas e ,quando não as via, das figuras que formava com sua mente nas nuvens. Aqui no Porto tudo é silêncio e solidão, tem uns Cedezinhos de Alannis, mas já sei as músicas de cabeça. O Eduardo ligou hoje para zonar comigo, estava comendo o segundo acarajé em Rio Vermelho, da Baiana Dinha (Salvador) e eu aqui. Dai depois ligou Luciano (Do Pacto) dizendo que está indo para Maria Farinha, para uma casa Duca...e eu? Aqui.....Se for para pagar os pecados..Tá valendo pois a lista é grande. Mas se estou de Santo nesta...Próximo Post vou mandar a foto do Escroto com a cuzcuzeira na cabeça. Que saudades desse cara.
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Comentando:
Princesa. Porque não muda o pseudonimo para Sidarta? Pecou na regra de não falar sobre o encontro de 2006. Mas..Todos com certeza te perdoarão.
Não sei quando vai ler isto, mas como você so aparece quando quer E Deus sabe lá quando é isto. Então vou te falar o que queria a muito tempo. Em 1998 estava em P.A. fui colocar as Flores para Mãe Lika, coloquei dois ramalhetes, um meu e um seu. Não ligue para a promessa anual. As flores que ela quer nós com certeza estamos dando todos os dias. Vai menina que este teu caminho é nobre. Mas sempre apareça.


______________Postado por Louco às 3/22/2003 12:01:40 AM


wSexta-feira, Março 21, 2003





O Lobo da estepe - Herman Hess



Eu li um livro anos atrás devido unica e exclusivamente a uma influência feminina (Traduzindo, estava Tortamente,de torto mesmo não confundir com totalmente que tem bem menos força, apaixonado). O livro era "O lobo da estepe" o autor: Herman Hess. Sem falsa propaganda eu indico este livro para todos que gostam de uma interessante leitura. Uma parte do livro:
"É tão estranho e entristecedor que homens de tais possibilidades surjam como lobos da estepe e com "duas almas, ai!" e que mostrem tanta afeição covarde ao burguês. Um homem capaz de compreender Buda, um homem que tem noção dos céus e dos abismos da natureza humana, não deveria viver num meio em que domina o senso comum, a democracia e a educação burguesa. Só por covardia continua a viver nele, e quando suas dimensões o oprimem, quando a estreita cela do burguês se torna demasiado apertada, ele atribui tudo isto ao "lobo" e não que aperceber-se de que às vezes o lobo é a sua melhor parte. Tudo o que há de feroz dentro de si ele o atribui ao lobo e o tem por mau, perigoso e terror dos burgueses; mas ele que, no entanto, se acredita um artista e supõe ter sensibilidade, não é capaz de ver que fora do lobo, atrás do lobo, vivem no seu interior muitas outras coisas: que nem tudo o que morde é lobo; que dentro de si habitam também a raposa, o dragão, o tigre, o macaco e a ave-do-paraíso, e que todo este mundo é um éden cheio de milhares de seres, formosos e terríveis, grandes e pequenos, fortes e delicados, mundo asfixiado e cercado pelo mito do lobo - tanto como o verdadeiro homem que nele há é asfixiado e preso apenas pela sua aparência de homem, pelo burguês."
Este dilema creio que todos nós vivemos diariamente, escondendo nosso Lobo. Uma vêz ou outra o soltamos, mas é tão raro, que este evento marca nossas vidas como um momento único a ser lembrado como um desbravamento ou insanidade pura. Eu sempre tenho problemas em me adequar a normas, mas estou sempre me adequando (Mas nunca concordando). Pôrra, e fui me tornar logo um administrador...Êta mundão de meu Deus. Assinei uma revista totalmente empresarial (VOCÊ S/A) gostei no início, principalmente as matérias do MAX, mas depois e olhava para a revista, fazia aquela careta e me questionava: Mas que catzu isso tem haver comigo? E Cancelei a assinatura. Isso foi o Lobo. Fico pensando se fiz correto, Isso é o Homem. E Há de haver sempre este embate entre fera e homem, entre racional e irracional. Em mim, pessoalmente sinto que o Lobo vencerá, apenas ultimamente estou achando que esta vitória está demorando muito. Para finalizar o restante do texto do livro. Este texto complementa o acima posto.
"Imagine-se num jardim de cem espécies de árvores, com mil variedades de flores, com cem espécies de frutas e outros tantos gêneros de ervas. Pois bem: se o jardineiro que cuida deste jardim não conhece outra diferenciação botânica além do "joio" e do "trigo", então não saberá que fazer com nove décimas partes de seu jardim, arrancará as flores mais encantadoras, cortará as árvores mais nobres, ou pelo menos ter-lhes-á ódio e as olhará com maus olhos. Assim faz o Lobo da Estepe com as mil flores de sua alma. O que não está compreendido na designação pura e simples de "lobo" ou de "homem" nem sequer merece sua atenção. E quantas qualidades ele empresta ao homem! Tudo o que é covarde, símio, estúpido, mesquinho, desde que não seja muito, diretamente lupino, ele atribui ao "homem", assim como atribui ao "lobo" tudo o que é forte e nobre, só porque não conseguiu ainda dominá-lo.
Despedimo-nos de Harry. Deixamos que continue o seu caminho. Se já estivesse com os imortais, se já tivesse chegado lá onde a sua penosa marcha parece querer levá-lo, como olharia assombrado este vaivém, este feroz e irresoluto ziguezague da sua rota, como sorriria a este lobo da estepe, animando-o, censurando-o, com compaixão e complacência!"


______________Postado por Louco às 3/21/2003 01:48:45 AM


wQuinta-feira, Março 20, 2003





"Bombardear pela paz é o mesmo que transar pela virgindade"



A Chuvada é uma pedra próxima a cidade de Gravatá em Pernambuco. Tem aproximadamente 80 metros de altura. Foi lá que aprendi o pouquíssimo que sei de escalada em Rocha em 1997. Existe uma diferença enorme das coisas que aprendemos através de teorias e as coisas que aprendemos pela vivência. Isso nós sentimos no dia a dia e sempre. Você pode saber tudo da capela Cistina, na Itália, mas nunca vai senti-la e ter noção da grandeza da obra de Michelangelo se um dia não for lá (Eu não fui, ainda!).
Coisas sobre escalada que vocês nunca verão se um dia não forem escalar uma rocha. A chegada ao local já é uma aventura, pois na maioria das rochas não existe trilha formada. O sucesso de quem escala não está na força para se manter na rocha e sim no jogo de equilíbrio para distribuir seu peso em contato com a rocha. Todas as suas unhas se quebram, a ponta de seus dedos ficam em frangalhos e o contato com a rocha quente do Sol é um suplício à parte. Muitas vezes sua roupa é que vai fazer o atrito para que você não deslize rocha abaixo. As sapatilhas são um número menor do que o que você calça. E uma hora em uma rocha os seus pés parecem do tamanho dos do palhaço Bozo. Você que está escalando depende totalmente de seu companheiro que está puxando a corda e com o freio para travar. Ele deve prestar mais atenção do que você próprio nos movimentos da escalada. E acima de tudo existe você os seus medos. Isso mesmo, pois a única coisa que você tem certeza em todo o momento é o objetivo de chegar lá em cima. Para isto você controla a dor, aumenta a confiança em seu companheiro que segura a corda, esquece a sede e o cansaço e procura por em prática todo o conhecimento para vencer o medo. Na maioria da escalada é somente você, a rocha e tudo o mais que causa dor. E contra isso à vontade de chegar lá. Em alguns momentos da vida o medo se torna mais claro, mais senhor do cenário, em outras não. Mas ele está em todos os momentos. Minha maneira de lidar com ele é meio Kamikaze, procuro surpreende-los, corro atrás dos maiores. Talvez seja um lance do signo de Leão, mas esse escroto gosta de se amostrar enfrenta aquilo que nem sabe se pode. Dificilmente peço ajuda, é um orgulho besta que me domina. Faço só, calculando sempre como avançar mais. Claro que em determinado momento vou precisar de ajuda. Mas esta terá que vir oferecida. Nestes momentos é que aparecem os amigos. Pois é, eu tenho uns. Muitos estão distantes, não aparecem em cartas, nem em postais. Nem se quer mandam lembranças no aniversário. Mas estão observando, como anjos da guarda. Estes guardam as chaves dos seus medos, conquistadas por anos e anos de convivência com você na idade onde as dúvidas lideram o páreo entre o certo e o errado na sua vida. E por estarem com você nesta época, compartilharam os medos iniciais e como vencê-los fazendo, desta forma, com que cada um nutrisse um pouco de seu íntimo com parte do outro e em muitos pontos fôssemos uma so pessoa. Todos temos estes tipos de pessoas mesmo que não a chamem de amigos. Porém eles não costumam ser muitos, alguns tem o seu coração, seja contra nossa vontade ou não, façam idéia disto ou não. Outros te guardam como uma parte de si próprio. A estes estaremos sempre devendo mesmo que não precisemos pagar.
E são para estas pessoas que dedico esta postagem de hoje. Pois sei que estão a me olhar, sempre.
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Quanto aos comentários:

Pandora, O que eu puder fazer pela chuva farei. E pasciência é uma de minhas poucas e maiores virtudes. Mas... Que catzu é Plomar e Gulipesto?????
Loirinha: O que tem contra minha família? ("...nada de relacionamentos com esta família...") No mais Grande beijo. Sabia que você ia sumir.
Princesa: Ok, você me surpreendeu. No mais me responda uma coisa: Quer dizer que não me importo com o que me atormenta? E você se lembra do dia do incêndio?
Manoel: Chutar balde é meu melhor esporte.
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______________Postado por Louco às 3/20/2003 04:31:34 AM


w



Acabou as férias. Mas eu gostei delas. Este tempo sem aparecer por aqui foi bom. Não pretendia escrever no ¿fervor¿ das emoções recém sentidas. Aguardei minha mente ficar no lugar, como se um dia ela ficasse...
Não vou falar das peripécias do carnaval. É so olhar o site e todos terão uma vaga idéia em meus sorrisos. Embora tenha sido uns dos meus melhores carnavais não pretendo colocar aqui um diário de bordo do mesmo. O que ficaram de minhas férias tentarei resumir em momentos simples e que não possuem o semblante de grandiosidade natural das coisas que nos marcam para o resto da vida. Eu sempre repito que as coisas que carregamos conosco nem sempre tem enfeites dourados eles podem muito bem estar revestidos por papel e podem ter passe livre em nosso coração.
· Teve um animal que me acompanhou por boa parte (A melhor parte) de minhas férias. Era um coelho e se chama Fá (Que me lembre) sempre dormia em um local invejável e presenciou muita coisa. Tenho uma inveja enorme de onde ele está agora. Mas um dia sinto que ainda o verei. Quase o enforcaram ele no final do carnaval e em um banheiro distante. Mas ele sobreviveu. Soube que até alegrou uma criança em sua distante viagem. Sinto falta dele.
· Outro animal foi um cachorro chamado Maconha. Ele é bem conhecido em Maracaípe.
· Um encontro com minha mãe no local MAIS IMPROVÁVEL DO MUNDO. No meio do estacionamento do Shopping Guararapes, ao Sol (Ela ODEIA Sol) como se me aguardasse estava lá parada. Este encontro já se tornou um clássico nos acontecimentos da família e tentei contar a novidade mas todos já sabiam. Minha família em termos de propagação de notícia faz a internet parecer lenta e morosa.
· Uma mulher que vendia queijo assado no galo da madrugada, eu confundi a moeda de um real com uma de 25 centavos, ela me chamou informou o erro e devolveu o dinheiro. Naquele momento eu pensei em dar de novo a moeda e deixar por isso, mas então senti que este sim é que seria um ato errado pois estaria recompensado algo que não passava da mais pura lógica e obrigação daqueles que são honestos. Mas hoje em dia distamos tanto deste tipo de pensamento que não paramos para atentar. De qualquer forma se no mundo pessoas como esta senhora existe em maior quantidade...que bom seria.
· A queda que meu amigo Marcio levou e o que tive que fazer para amenizar as ¿conseqüências¿
· Uma ida frustrada ao alto da Sé a conversa que se seguiu no palco do varadouro.
· A vista que tive das pontes do centro da cidade na madrugada de terça.
· Um taxista que não acertava o caminho. E este mesmo taxista que me reconheceu no aeroporto. Isso é o cúmulo do cara não querer ser reconhecido e falhar.
· Um hipopótamo.
Não quero ficar pensando mais nestas férias, ainda está tudo muito recente e admito que sinto muita falta, aquele velho lance de desejar que tudo se repita, de pedir ao tempo que volte e que tudo aconteça de novo, do mesmo jeito, sem mudar nada, pois uma melhor maneira não existiria. Mas....E o que pagamos por viver. Não haverá outra oportunidade igual, seja o momento ruim ou bom.
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Estou de mudança novamente, creio que dia 27 de março estarei indo para outro endereço. Vou ficar do lado da minha mãe (literalmente) ela no 101 e eu no 102. na verdade ela revelou que seria um sonho ter novamente seus dois filhos juntos e quando vi a oportunidade de concretizar este sonho, não tive dúvida. Digníssima foi mais recepetiva do que supunha, mas na verdade ela sabe que para o que eu REALMENTE quero é em vão se contra.
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Respondendo aos comentários:

Loirinha: Pó como falei o carnaval foi....foi....MASSA! Você e o Tio Abdias estão criando um laço bem...Pá se é que me entende. Você sempre esteve presente e não pense que não leio seus comentários. Mas me parece que você deu uma sumida. Isso smepre acontece quando eu escrevo algo meio pá...Foi o que aconteceu?
Tio Abdias, ontem eu fui no aniversário de um grande amigo meu, o Mário, lá tinha uma boa parte de meu círculo de amigos e comentei sobre o senhor observando a face de todsos para ver se alguém se denunciava como mensageiro seu. Mas foi em Vão. Falei que pouquíssimas pessoas sabiam do incêndio da fazenda e sabe o que me disseram? Que pode ser que estas mensagens do senhor estejam realmente vindo do céu. Será?
Pandora: Você é nova por aqui. Mas somente por aqui eu creio. Vou confiando em mim sempre. Não é meu modo de fazer, é meu modo de ser. É difícil plantar uma algarobeira, mas pelo que fiz creio que é o mínimo que posso fazer. Tem duas coisas quando se abre a tal ¿caixinha¿ uma ruim e uma boa.
A boa é que tudo muda, e para quem gosta do novo....
A ruim é que não tem volta. E para quem não se garantiu quando abriu....
Todos um dia abrem uma caixa como esta, alguns mais que outros etc...mas todos um dia abrem uma caixa semelhante. Quem quiser saber mais que vá ler sobre a mitologia grega. E sabe mais? Você é LOUCA! Dúvida, que estrelas são estas que contas?
Princesa: Um mêz para a morte de um cachorro? E para 5 cabras poderia me dizer o que faço?
Das Olandas: Saudades cara, muitas saudades. Das loucuras, dos passeios pra lá de exóticos. Sinto falta dos papos e dos encontro cabeças. Podriamos marcar um cara. Não precisa arrebanhar todos da Construtel. Poderíamos reunir novamente so a galera dos encontro ¿cabeça¿ ou então a galera dos ¿Los loucos¿. O que é que vocÊ acha?
Crocodilo: Sei que você é alguém que foi para a renião de pizza que fiz em casa. Porque nunca mais não apareceu?


______________Postado por Louco às 3/20/2003 03:28:36 AM